sexta-feira, 10 de julho de 2009

Lenda da costureirinha

Reza a lenda que uma pobre costureirinha, ao ver-se acamada e muito doente, quase às portas da morte, no intuito de melhorar, prometeu fazer um manto à Nossa Senhora. Passado algum tempo melhorou e não cumpriu a promessa feita, ficando assim condenada a vaguear pelo resto da eternidade. Há vários relatos por todo o país a contar que se ouviu a famigerada costureirinha, a costurar com grande nitidez e até a cortar a linha pelas noites dentro das paredes destes.
Penso que a grande moral da história é de, não prometer se não tencionar cumprir.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Camacho Costa 5 anos de saudade……

José Camacho Costa, actor português nascido em Odemira em 1946, começou por ser crítico de cinema para jornais, como o Diário de Lisboa e o Expresso. O seu estilo único, não passou despercebido e assim estriou-se em 1974 no teatro Adoque com a revista Mil Novecentos e Vinte Seis, Noves Fora Nada.
Tornou-se um dos actores secundários mais requisitados do teatro humorístico nacional, tendo trabalhado ao lado de Raul Solnado, José Viana, Nicolau Breyner, entre outros. Chegou ao cinema em 1974 com Educação Sexual, foi-lhe atribuído o papel principal com a personagem de Padre Pita em Manhã Submersa em 1980, mas a sua popularidade deveu-se sobretudo à televisão, especialmente com a série humorística Os Malucos do Riso em 1995-2004, onde desempenhou diversas personagens.
Trabalhou em telenovelas como Cinzas em 1993, Roseira Brava em 1995 e Xica da Silva em 1996, em séries como O Café do Surdo em 1993, para além de ter apresentado brevemente o programa diário Às Duas Por Três em 2001.
Em 2002, gerou uma enorme onda de solidariedade quando numa entrevista a uma revista revelou padecer de cancro do pulmão. Sujeitou-se a um tratamento de quimioterapia e ainda protagonizou a sitcom Não Há Pai em 2002, mas a 28 de Fevereiro de 2003 perdeu a batalha contra a doença.

5 anos de saudades......................


terça-feira, 7 de julho de 2009

S.LUIS

S.luis

Esta é a quarta maior Freguesia do Concelho de Odemira, tem sido uma das mais populosas.
Em 1960 estavam recenseadas 4345 pessoas, sendo assim esta era a segunda mais habitada do Concelho.
A marcar a paisagem está a Serra de S.Domingos, o Rio Mira, a ribeira do Torgal, o Moinho de vento e o Moinho de Maré nas Moitas.
Desta Freguesia fazem parte as povoações de Valbejinha, Troviscais, Castelão, Carrasqueira, Bairro Azul, Lameiros, Ferraria e Cova da Zorra.
Foi em Troviscais que em Junho de 1999 se fundou a Associação Sócio-cultural de Troviscais, trabalho feito por duas senhoras de coragem, que já ultrapassavam o meio cento de Primaveras. Só uma sabia ler e escrever, não ultrapassando a quarta classe, mas a referir e congratular eram e são determinadas.
O principal objectivo era angariar fundos para construir uma capela.
Para tal, começaram por realizar uma festa religiosa anual, que passou a ser sempre no primeiro fim-de-semana de Julho de cada ano, organizavam bailes, encontros de ranchos folclóricos, cantares alentejanos e também uma feira anual, que tem lugar no feriado, de Dia da Republica.
Porem, mantêm –se tudo o traçado pelas fundadoras e acrescenta-se novas actividades, até a presente data não possível a construção da capela, por não haver a disponibilidade do terreno.
Mas a Associação não baixa os braços!
Um dos membros desta Associação, e em conjunto o padre da paróquia de S.Luis, adquiriu uma Imagem da Nossa Senhora, foram criadas condições na Escola Primaria, que já estava encerrada ao ensino, e neste sítio se celebra todos os meses uma missa por aqueles que já partiram e por eles se sente saudade.
Todos os meses esta associação promove actividades, passeios de btt, caminhadas para podermos usufruir das paisagens calmas e naturais.


A BATALHA DE OURIQUE




A lenda vem contar, antes da Batalha de Ourique, que D. Afonso Henrique foi visitado por um velho, que em tempos já tinha visto em sonhos. O homem fez-lhe uma revelação da vitória.
Disse-lhe para na noite seguinte sair do acampamento sozinho mal ouvisse a sineta da ermida onde o velho vivia. O rei assim fez. Um raio de luz iluminou tudo ao seu redor, o sinal da Cruz e de Jesus Cristo crucificado apareceram. E emocionado ajoelhou-se e ouviu a voz do Senhor que lhe prometeu a vitória naquela batalha. No dia seguinte, D. Afonso Henriques venceu a Batalha de Ourique.
Conforme reza lenda, D. Afonso Henrique decidiu que a bandeira Portuguesa passaria a ter cinco escudos, ou quinas em cruz.

O local aonde venceu a Batalha situa-se nos arredores de Castro Verde com o nome de ermida de São Pedro das Cabeças; foi onde D. Afonso Henrique venceu as forças militares de cinco reis Mouros após uma violenta batalha. D. Sebastião mandou construir esta ermida para homenagear a coragem do primeiro rei de Portugal .

Lendas em Alcácer do Sal

A lenda da luz da Caniceira
Reza a lenda, que várias pessoas em Alcácer do Sal já se cruzaram com a luz da Caniceira.
Explicam que é um luz acalma e muito cintilante, que aparece pela noite em sítios isolados, que segue as pessoas por onde vão passando ao longo do seu caminho, esta aparição deu origem á lenda da luz da caniceira.
Conta a história que, uma mulher solteira deu á luz uma filha ilegítima, e como não queria ficar com o bebé lançou-a ao forno onde cozia pão. Dizem que a alma da recém nascida transformou-se na famosa luz da caniceira.
Mas existe outra versão da lenda, diz-se que a luz é a alma de uma pessoa a quem foi rogada uma praga. Contam que um homem andava a cavalo e viu uma luz, e com medo amaldiçoou o que tinha acabado de ver e de repente sentiu um estalo na cara que lhe deixou uma marca de queimadura na cara.

Agora qual destas duas lendas será a verdadeira, não sabemos e talvez nunca iremos ficar a saber……….

DAMIÃO DE ODEMIRA

Boticário e tratadista de xadrez
"A bibliografia sobre Damião de Odemira é avara em informações concretas. Além da sua declarada relação com Odemira e com a botica, apenas se sabe que nasceu na 2.ª metade do século XV.
Proveniente, com muita probabilidade, de família de boticários, o que explicará o seu nome (S. Damião era o protector dos boticários), ele próprio boticário, Damião de Odemira português, como é alternativamente conhecido, escreveu um tratado de xadrez intitulado Questo libro e da Impare Giochare à Schachi..., que passaria a partir de 1512 (data da 1ª edição) a ser considerado pelos especialistas o primeiro grande tratado desse jogo.
Escrito em italiano, e também, algumas partes, em castelhano, as línguas cultas da época, conheceu ao longo dos tempos inúmeras edições, em várias línguas (francês, inglês e alemão) mas não, curiosamente, em português.
Ainda hoje, graças a Damião, são conhecidas jogadas que referem o nosso País como a “abertura portuguesa” ou “gambito de Damião”. A contemporaneidade de Damião é a época da expansão marítima, o tempo da construção do Império. A Odemira, porto fluvial-marítimo, chegaram os reflexos económicos e culturais dos novos tempos.
O xadrez era naturalmente, na época, um jogo de elites. Exigia, portanto, praticantes senão letrados pelo menos frequentadores de ambientes requintados.
Damião reflectiria, assim, um ambiente urbano economicamente desafogado, eventualmente imbuído de humanismo.
O seu livro repercute, portanto, de alguma forma, um meio económico e social originado na atmosfera dos descobrimentos marítimos. Ele constitui, sem dúvida, um contributo marcante de um português odemirense para a cultura europeia. Pode dizer-se que, na longa história de Odemira, Damião é o único odemirense conhecido que tem hoje dimensão mundial".
O Município de Odemira promove desde 1987 o Open Internacional de Xadrez Damiano de Odemira, considerado actualmente um dos melhores torneios de semi-rápidas da Europa.
Na vila de Odemira, no Jardim do Parque Infantil, pode-se encontrar uma estátua de Damião de Odemira, da autoria da artista popular Liberdade Sobral.












BARRAGEM DE SANTA CLARA




A 4 km de Santa Clara a Velha encontra-se a barragem com o mesmo nome, a albufeira cobre uma área de 1986 hectares sendo considerada uma das maiores da Europa e a principal obra do concelho de Odemira.
A mesma foi inaugurada em 1969, sendo seguramente a grande responsável pelo desenvolvimento, que tem existido nos últimos tempos e se espera que tenha a sua continuidade tanto na agricultura, pecuária e no turismo nesta região.
A mesma fez com que grandes empresas agrícolas se sediassem nesta zona, onde vieram criar emprego para as nossas populações.
Neste momento tem havido alguma procura, por parte de alguns grupos económicos de terrenos para fazer turismo de qualidade, que espero seja aproveitado pela nossa classe política de uma vez por todas, porque precisamos que os nossos filhos fiquem cá e por esse motivo precisamos de emprego.
Senão um dia vai dizer-se que nesta zona existiu uma população que desapareceu e a barragem de Santa Clara não foi feita para assistir a esse triste fim, mas para o desenvolvimento desta população.

Ludoteca do Juventude Clube Boavista “SALTITÃO”

Esta instituição abriu portas a 9 de Março de 2005, foi criada a pensar nos horários de incompatibilidade entre pais e filhos no pré-escolar e escolar de Boavista dos Pinheiros.
Através de questionários foi possível sondar os números de encarregados de educação interessados neste tipo de espaço na Freguesia.
Seguindo as evidências o Juventude Clube Boavista inicia as suas actividades com o apoio da junta de freguesia de Boavista dos Pinheiros, o projecto de uma Ludoteca Saltitão é um espaço com várias actividades socioeducativas aonde as crianças podem aprender, brincar e desenvolver a sua imaginação.
O horário de funcionamento era bastante bom, estava estipulado de acordo com as escolas de Boavista, ambos entravam em comunicação tanto a nível de horários como de refeições, era um espaço bastante bom na freguesia.
Após a alteração do presidente da junta freguesia em 2007, o Ludoteca Saltitão deixa de ter ajuda monetária por parte da Junta Freguesia, o que altera o seu funcionamento a nível de espaços, começando a ser cada vez mais complicado pagar as contas somente a partir das mensalidades das crianças, tendo a necessidade de alterar o espaço para uma sala com mensalidades mais baixas, mas com menos condições, o que fez com que muitos pais tirassem as suas crianças, acabando assim por fechar as portas a 1 Junho de 2009.

Lenda do Pêgo das Pias

Conta a lenda que um agricultor tinha uma filha, que certo dia adoeceu gravemente. O pai como a filha era a melhor coisa que tinha, prometeu a um santo uma junta de bois e uma grade de ouro se a filha ficasse boa. A filha curou-se, mas o lavrador não pagou o que tinha prometido. Como a sua filha tinha o hábito de ir beber água no Pego das Pias, que era também onde os bois iam beber, a filha do lavrador ficou encantada. Dizem que muita gente já viu a grade e os bois, mas nunca ninguém conseguiu segurá-los.
Conta também a lenda que os Mouros ali deitaram um grande Tesouro, quando da fuga aos cristãos, estando guardado por uma "moira encantada".O local seria de grande guarda, pois as lagoas não têm fundo, diz o povo.Por este Tesouro aguarda-se que venha ao de cima nas noites de S. João.
Os populares deslocam-se nessa noite ao local, na expectativa de o verem e beberem da água da ribeira que ganha virtudes e propriedades curativas e que quem for capaz de segurar a grade de ouro e os bois que vêm ao cimo da água, na manhã de S. João, poderá desencantar a filha do lavrador.




Para chegar á estrada que nos leva ao Pêgo das Pias há que seguir a direcção de Odemira
S. Luís. Logo no acabar da lindíssima ponte em arco sobre a Ribeira do Torgal, virar à direita e seguir sempre a linha de água desta ribeira, as lagoas distam cerca de 1,5 km.

Albergaria dos Doze

Diz-se que esta terra nasceu no final do século XII. Num final de dia que ninguém sabe exactamente a data porque este relato não está mencionado em nenhum livro de história. Diz-se que era uma noite de muita chuva, neste lugar só havia uma casa a família estava a cear, que aqui ao jantar chama-se cear. Quando alguém bateu à porta, e pediu com voz autoritária.
- Tendes voz albergue para uma grande Sra. e doze servos.
Conta-se que esta Sra. era a Rainha Santa Isabel mais doze soldados (cruzados) que a acompanhavam num das suas deslocações de Estremos para Coimbra. Depois dessa data este lugar passou a chamar-se Albergue de Doze, hoje Albergaria dos Doze.
Esta história foi-me relatada há muito pelo meu avô, eu nasci numa aldeia ao lado desta.

Faceco em






Faceco é uma feira anual em S. Teotónio que recebe centenas de visitantes e expositores do país, onde cada um mostra o que sabe fazer.
A junta de freguesia de S. Teotónio conta com os patrocínios de diversas entidades locais.
Este ano terá início de 16 a 19 de Julho de 2009. É uma feira de actividades culturais e económicas do Concelho de Odemira onde participam vários sectores os quais se destacam mais: o artesanato em que se trabalham ao vivo, os trabalhos em cortiça, em olaria, tecelagem, etc.
O mais procurado desta feira é a variedade de gado onde existe o maior concurso de bovinos do país onde entra a raça bovina limousine, a raça de cabras charnequeira, ovinos, caprinos, etc.
Como animação infantil haverá teatro, actividades equestres, pinturas.
Para começar haverá ranchos folclóricos do concelho, e à noite entre vários artistas, este ano um dos convidados mais romântico é TONY CARREIRA.

Lenda da Cabeça da Cabra.

Uma noite um pastor que morava na Cabeça da Cabra, local junto de Sines onde existe uma pedra enorme com a forma da cabeça de uma cabra, sonhou iria encontrar uma fortuna enorme numa rua em Lisboa. O homem não conseguia deixar de pensar no dinheiro e então fez-se à estrada. Ao chegar a Lisboa, já farto de tanto andar por aquelas ruas, sentou-se para comer o farnel que tinha consigo, nisto chegou um lisboeta e meteu-se com ele! Disse-lhe que se fosse àquela rua e encontrasse um alentejano iria ficar rico, era o que tinha sonhado na noite anterior. O sonho do lisboeta dizia que havia algures uma pedra com o formato da cabeça de uma cabra e debaixo dela havia um pote cheio de moedas de ouro.
O alentejano nem disse uma palavra, voltou logo á terra, foi ao local onde estava a pedra e lá estava o pote cheio de moedas. A partir desse dia nunca mais se ouviu falar de tal homem.

Memórias quem as não tem?


Todos nós temos as nossas memórias. As que partilhamos com grupos mais ou menos restritos e as que partilhamos connosco próprios, todas elas fazem parte da nossa existência.
Hoje vou falar especialmente da memória colectiva local.
Quem não se lembra do dia 5/11/1997, em Odemira.
Um dia de Outono que mais parecia Inverno. Chovia e trovejava com tanta intensidade que o cenário era de pânico. A electricidade faltou, o escuro era enorme, só se ouviam sirenes dos bombeiros, os relâmpagos e os rotativos dos carros de socorro eram as únicas fontes de luz que existiam.
As zonas baixas ficaram completamente inundadas, o rio Mira, que normalmente corre calmo no seu leito, transbordou de tal maneira que subiu vários metros acima das margens, os estragos foram significativos, nas ruas e nas casas próximas. O Centro de Saúde ficou sem acesso, todas as pessoas que estavam a trabalhar e que iriam sair na manhã seguinte tiveram que continuar a trabalhar até as águas baixarem e poderem ser substituídas. Esperemos que não se repita, porque os acessos ainda são os mesmos.
O jardim da Fonte Férrea e toda a avenida até ao rio, foram varridas pela enxurrada que tudo levou a frente, as cadeiras da esplanada estavam espalhadas até ao rio.
Quando a água baixou era só lama e destruição.
Várias famílias ficaram desalojadas, na localidade vizinha de Garvão duas pessoas morreram.