
Todos nós temos as nossas memórias. As que partilhamos com grupos mais ou menos restritos e as que partilhamos connosco próprios, todas elas fazem parte da nossa existência.
Hoje vou falar especialmente da memória colectiva local.
Quem não se lembra do dia 5/11/1997, em Odemira.
Um dia de Outono que mais parecia Inverno. Chovia e trovejava com tanta intensidade que o cenário era de pânico. A electricidade faltou, o escuro era enorme, só se ouviam sirenes dos bombeiros, os relâmpagos e os rotativos dos carros de socorro eram as únicas fontes de luz que existiam.
As zonas baixas ficaram completamente inundadas, o rio Mira, que normalmente corre calmo no seu leito, transbordou de tal maneira que subiu vários metros acima das margens, os estragos foram significativos, nas ruas e nas casas próximas. O Centro de Saúde ficou sem acesso, todas as pessoas que estavam a trabalhar e que iriam sair na manhã seguinte tiveram que continuar a trabalhar até as águas baixarem e poderem ser substituídas. Esperemos que não se repita, porque os acessos ainda são os mesmos.
O jardim da Fonte Férrea e toda a avenida até ao rio, foram varridas pela enxurrada que tudo levou a frente, as cadeiras da esplanada estavam espalhadas até ao rio.
Quando a água baixou era só lama e destruição.
Várias famílias ficaram desalojadas, na localidade vizinha de Garvão duas pessoas morreram.
Hoje vou falar especialmente da memória colectiva local.
Quem não se lembra do dia 5/11/1997, em Odemira.
Um dia de Outono que mais parecia Inverno. Chovia e trovejava com tanta intensidade que o cenário era de pânico. A electricidade faltou, o escuro era enorme, só se ouviam sirenes dos bombeiros, os relâmpagos e os rotativos dos carros de socorro eram as únicas fontes de luz que existiam.
As zonas baixas ficaram completamente inundadas, o rio Mira, que normalmente corre calmo no seu leito, transbordou de tal maneira que subiu vários metros acima das margens, os estragos foram significativos, nas ruas e nas casas próximas. O Centro de Saúde ficou sem acesso, todas as pessoas que estavam a trabalhar e que iriam sair na manhã seguinte tiveram que continuar a trabalhar até as águas baixarem e poderem ser substituídas. Esperemos que não se repita, porque os acessos ainda são os mesmos.
O jardim da Fonte Férrea e toda a avenida até ao rio, foram varridas pela enxurrada que tudo levou a frente, as cadeiras da esplanada estavam espalhadas até ao rio.
Quando a água baixou era só lama e destruição.
Várias famílias ficaram desalojadas, na localidade vizinha de Garvão duas pessoas morreram.
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